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quinta-feira, 21 de agosto de 2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Aulas de Estudo Amazônico - Professora Ana Cleide
Os alunos do 9º ano assistiram a vídeos sobre O extrativismo mineral e vegetal na Amazônia e depois fizeram a leitura de um texto sobre o assunto.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Aulas da Professora Ana Cleide - Estudo Amazônico - 9º ano
Estes são os vídeos utilizados na aula:
Ciência e Cultura
O SER DA AMAZÔNIA: IDENTIDADE E INVISIBILIDADE
Therezinha de Jesus Pinto Fraxe Antônio Carlos Witkoski
Samia Feitosa Miguez
INTRODUÇÃO
Caboclos, ribeirinhos, caboclo-ribeirinhos, seringueiros. O homem
amazônico é fruto da confluência de sujeitos sociais distintos —
ameríndios da várzea e/ou terra firme, negros, nordestinos e europeus
de diversas nacionalidades (portugueses, espanhóis, holandeses,
franceses, etc) — que inauguram novas e singulares formas de organização
social nos trópicos amazônicos. Diferenciada em suas matrizes
geracionais, marcada por dinamismos e sincretismos singulares, a
formação social amazônica foi fundamentada historicamente em tipos
variados de escravismo e servidão. Assim, falar dos povos da Amazônia
requer um (re)conhecimento da grande diversidade ambiental e social
da região, noutras palavras, é preciso tomar como ponto de partida o
desenvolvimento histórico da região. Trata-se de recorrer a uma
antiga (porém atual) indagação: o que é ser da Amazônia ou,
noutras palavras, quais são as consequências do processo de formação
da (suposta) identidade dos seus habitantes no contexto amazônico?
A
Amazônia é (re)conhecida internacionalmente por suas paisagens
exuberantes e continentais, nas quais o homem configura como parte
indissociável, quase imobilizado no âmago da natureza, como se fosse
possível a existência no mundo contemporâneo de uma natureza
intocada. Neste processo, a história do homem na Amazônia é marcada
por silêncios e ausências que acentuam a sua relativa invisibilidade e
velam os traços configurativos da sua identidade. Desse modo,
adentrar o universo identitário dos povos amazônicos implica
considerar um mundo de ambiguidades, trata-se de percorrer caminhos que
se cruzam e se contrapõem, mascaram diferenciações sociais que têm
entravado processos de emancipação social e política.
REFLEXOS INDESEJÁVEIS DA IDENTIDADE: O SER DA AMAZÔNIA
Em primeiro lugar, é preciso entender que os povos da Amazônia
não vivem isolados no tempo e no espaço, pelo contrário, sempre
estabeleceram — e continuam a estabelecer — relações de trocas
materiais e simbólicas entre si, com as comunidades vizinhas e com os
agentes mediadores da cultura, entre o mundo rural e o urbano e a vida
em escala global. A Amazônia nasce e se desenvolve no âmago e nos
dilemas da moldura da civilização euroantropocêntrica. A ideia de que
esses povos sustentam um modo de vida estritamente tradicional não
deve ser considerada, tal como se vivessem de modo estático e
congelado. Suas manifestações culturais e sociais se expandem pelo
mundo urbano e vice-versa, assimilando algumas práticas e rejeitando
outras. Ainda que reproduzam manifestações ditas tradicionais em suas
vidas cotidianas, não podemos afirmar que esses grupos sociais não
estejam inseridos em um processo progressivo de diferenciação e
transformação.
Para compreender esses
grupos sociais é preciso desvendar seu cotidiano, é necessário
considerar o contexto contraditório no qual estão inseridas suas
manifestações e práticas culturais. Entender o modo de vida dos
grupos sociais que habitam a Amazônia não significa apenas conhecer e
descrever a riqueza dos seus recursos naturais, mas, sobretudo,
compreender seus vastos territórios. É preciso perceber que, para
além da paisagem natural, harmônica e romântica, há paisagens
socialmente construídas repletas de contrastes e contradições.
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Aulas de Estudo Amazônico - Professora Ana Cleide
Adesão do Pará à Independência, uma revolução sem mudanças
Há
exatos 175 anos, em 15 de agosto de 1823, foi assinada a Adesão do Pará
à independência do Brasil. Um fato que determinou a história recente do
Estado. A adesão aconteceu quase um ano depois do famoso grito às margens do Ipiranga.
Isso porque, naquela época, o país era
dividido em duas Capitanias: A província do Grão Pará e Maranhão e a
Província do Brasil. Os dois territórios faziam parte da colônia
Portuguesa, mas quase não havia comunicação entre eles. O Pará se
reportava diretamente a Portugal e pouco contato tinha com o resto do
país.
Por ordem do Imperador Dom Pedro I, a
esquadra comandada pelo almirante John Pascoe Grenfell desembarcou em
vários estados forçando os que ainda não haviam aderido à Independência,
a aceitar a separação definitiva entre Brasil e Portugal. <<Mas a
missão deveria ir apenas até a Bahia. Não havia ordens para chegar ao
extremo norte. Mesmo assim, eles desembarcaram no Porto de Salinas no
dia 11 de agosto de 1823>>, conta o historiador João Lúcio
Mazzini.
Golpe - Um blefe de
Grenfell convenceu os responsáveis pelo Estado a aceitar a adesão. O
Almirante trazia uma carta que seria de Dom Pedro I. O documento
comunicava que os governantes do Pará deveriam se unir ao Brasil, caso
contrário teriam os territórios invadidos. A esquadra imperial estaria
esperando em Salinas, pronta para bloquear o acesso ao porto da capital e
assim sufocar a economia, baseada nas exportações.
No mesmo dia 11, foi convocada uma
assembléia no Palácio Lauro Sodré, sede administrativa na época.
Acreditando na história e temendo um ataque, os governantes preferiram
aderir à Independência, sob a condição de que os postos e cargos
públicos fossem mantidos. A adesão
foi assinada quatro dias depois, data escolhida para o feriado. A ata com as assinaturas faz parte do acervo do Arquivo Público do Estado do Pará.
foi assinada quatro dias depois, data escolhida para o feriado. A ata com as assinaturas faz parte do acervo do Arquivo Público do Estado do Pará.
<<Foi uma revolução que não mudou
absolutamente nada. Deixamos de pertencer ao império português e
passamos a pertencer ao império brasileiro, mas para as pessoas comuns;
negras, índias e pobres, não houve mudança>>, explica o
historiador. <<Foi realmente um golpe. Era uma esquadra formada
por 100 homens sob o comando de Grenfell, que tinha apenas 23 anos. A
população de Belém era de pelo menos 15 mil pessoas. Não havia
possibilidade de confronto>>.
Revoltas - A manutenção
do poder com a adesão resultaria, três meses depois, na Revolta do
Brigue Palhaço, quando 256 pessoas foram confinadas no porão do navio
São José Diligente e morreram asfixiadas, sufocadas ou fuziladas.
<<A repressão contra os movimentos populares naquele momento que
também culminou na Revolta da Cabanagem, em 1835>>, explica
Mazzina. <<Se não fosse por esta união entre o Pará e o Brasil,
nossa situação hoje poderia ser diferente. Poderíamos ter evoluído para
um Reino Unido a Portugal ou ao Brasil ou mesmo para um país
independente>>.
Texto - Glauce Monteiro
Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA
Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA
Link:http://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=2269
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